Patrocinense x URT: mais uma decisão

_CSC0165 (Small)“Cada jogo, uma história” – uma das frases tradicionais do futebol”. No caso do quadrangular final do módulo II do campeonato mineiro é assim: “Cada jogo, uma decisão”.

São duas vagas no Módulo I para quatro candidatos. Os dois principais classificados estarão frente a frente no domingo (5), no “Júlio Aguiar”, em Patrocínio: Sociedade Esportiva Patrocinense x URT.

Será o quarto confronto entre essas equipes. Na primeira fase, a URT goleou por 4×0 no “Zama Maciel” e foi derrotada por 3×1, no campo do adversário. No último domingo, de virada, a Celeste chegou à liderança com o placar de 2×1.

URT: O zagueiro Martinês está fora com o 3º cartão amarelo. Meia Zé Maria, contundido e vetado. Fábio Paulista e Diego Correia são opções para a zaga. Cesinha, Andrezinho e Émerson à disposição para o meio-campo. Time provável: Cristiano, Iran, Fábio Paulista ou Diego Correia, Ediê e Marcel (que cumpriu suspensão); Thiago Lima, Diogo Marzagão (cumpriu suspensão), Cesinha ou Andrezinho ou Émerson; Robinho e Peri.

PATROCINENSE: O zagueiro Regional está fora com o 3º amarelo. Meia Paulinho Belém foi expulso no último jogo. Atacante Dalmo está contundido na coxa esquerda (está em tratamento). Paulinho Jaú e Daniel Barros, cumpriram suspensão e voltam. Se o atacante-artilheiro Dalmo não atuar, Falcão ou Rodriguinho são as opções do técnico João Carlos.

Por: Adamar Gomes
Colaboração: Renato Oliveira
Foto: Toninho Cury/Silvano Souza

O contrato Nacional-Mamoré

O presidente do Conselho Fiscal do E.C. Mamoré, Paulo Amâncio de Araújo, porta-voz da diretoria do Clube, concedeu entrevista, com detalhes da negociação entre Mamoré e Nacional. Paulinho confirmou a realização de reuniões da diretoria alvi-verde com dirigentes do Nacional.

A primeira proposta seria de uma fusão entre as duas agremiações. Esta hipótese está afastada, pois implicaria na extinção das duas agremiações e a criação de uma terceira.

A outra opção é de “CONTRATO DE PARCERIA COM CESSÃO DE DIREITOS”.

Esse contrato funcionaria assim:

O ESPORTE CLUBE MAMORÉ (clube fundado no dia 13 de junho de 1949) continuaria com o seu CNPJ e solicitaria licença à Federação Mineira de Futebol, quanto às suas participações em competições organizados por aquela entidade (FMF). No seu retorno, começaria do “zero”, ou seja, a Terceirona.

O NACIONAL ESPORTE CLUBE continuaria com o seu CNPJ e como integrante do Módulo I do Campeonato Mineiro, continuaria a participar da competição, mas solicitando à FMF, a alteração na sua denominação para MAMORÉ FUTEBOL CLUBE ou MAMORÉ ESPORTE CLUBE.

O patrimônio do ESPORTE CLUBE MAMORÉ seria cedido, em comodato ao clube que iria participar da “primeirona”.

Sobre a duração desse contrato, Paulo Amâncio de Araújo não soube precisar. São detalhes que terão que ser acertados nos próximos encontros.

Segundo fontes, o contrato teria a duração de cinco a dez anos.

Ao término do contrato, não havendo acordo entre as partes, o E.C. Mamoré teria que recomeçar no profissionalismo a partir do campeonato mineiro da segunda divisão (a terceirona).

– “É preciso que se esclareça, que antes de pensar que daqui a seis, sete, oito anos, nós  poderemos estar na terceira divisão; é importante pensar que a partir do próximo campeonato, nós estaremos na primeira”, disse Paulinho.

Para o torcedor Edgar Gaia, o caso se resumiria assim:

– “Se irá existir um CNPJ inativo e o “Mamoré” jogará a primeira divisão, logo existirá dois mamorés, ou seja, O NOSSO ficará INATIVO. E na primeira divisão será apenas o NACIONAL com o NOSSO NOME. Não podemos aceitar uma atitude dessa.”

O desportista João Batista Gomes, comentou sobre essa negociação. Inicialmente falou sobre Fusão, que já está descartada:

A fusão é a operação pela qual se unem duas ou mais sociedades para formar sociedade nova, que lhes sucederá em todos os direitos e obrigações. Note-se que, na fusão, todas as sociedades fusionadas se extinguem, para dar lugar á formação de uma nova sociedade com personalidade jurídica distinta daquelas.”

No caso de Fusão, o Mamoré e o  Nacional serão extintos e darão lugar a um “novo time de futebol” que não poderá ter o mesmo nome das equipes fusionadas. Essa é a lei, nos aspectos societários, tributários, contábeis e fiscais.”

Sobre Contrato:

A opção é um Contrato de Parceria com Cessão de Direitos; e procedido da seguinte forma:

(a): E. C. Mamoré – CNPJ 1: permanece inalterado. O clube solicita à FMF afastamento temporário das competições patrocinadas pela entidade.

(b): Nacional E. C. – CNPJ 2: permanece inalterado, mas há a alteração de Denominação Social na SRFB, que passaria a ser, por exemplo, Mamoré F. C.

(c): Patrimônio do detentor do CNPJ 1 – mediante Contrato de Comodato, o patrimônio seria cedido ao detentor do CNPJ  2, pelo prazo do Contrato de Parceira.

Findo o Contrato de Parceira com Cessão de Direitos, o E.C Mamoré volta às atividades esportivas na 3ª. Divisão mineira; e o Nacional permaneceria na divisão onde foi deixado com o nome de Mamoré F. C.  O patrimônio será revertido ao detentor do CNPJ 1.

Aguarda-se para os próximos dias novo encontro entre Mamoré e Nacional. Segundo Paulo Amâncio, o Nacional teria outras propostas para analisar, citando contatos com Nacional de Uberaba e Nacional de Muriaé.

Caso esse encaminhamento entre as partes (Mamoré e Nacional) prossiga, os detalhes do contrato serão acertados e o mesmo será examinado pelo Conselho Deliberativo e Sócios-Torcedores. É um contrato de muita responsabilidade para a agremiação esmeraldina.

Por: Adamar Gomes
Colaboração: José Batista Gomes
Professor e Orientador de Cursos SENAC/MG
Pós Graduação em Contabilidade Fiscal e Tributária – FGV/SP e Gestão Empresarial pela FIJ/RJ
Contador – CRC/MG 44.200-O/5