A bola da Copa

Para o goleiro Júlio Cesar, da Seleção Brasileira ela “É horrível, horrorosa”, emendando “Parece aquelas bolas que a gente compra no supermercado”.

“A bola é muito estranha, de repente sai de você. Acho que ela não gosta que alguém a chute. É mais um adversário. Parece que tem alguém guiando a bola. Você vai cabecear e ela se mexe. É sobrenatural essa bola”, palavras do goleador Luís Fabiano.

A Jabulani, versão da Adidas para o Mundial da África do Sul, também é alvo de críticas na Espanha, Itália e Chile. “Parece uma bola de praia”, disse o espanhol Casillas.

Por outro lado, há os que elogiam a bola, inclusive Kaká: “Para mim o contato com a bola é muito importante e é ótimo com essa bola”. (Ele é garoto-propaganda da Adidas).

Reparou a guerra de marketing.

Quer queiram, quer não, a Jabulani está aprovada pela FIFA, afinal de contas, segundo a fabricante: “o recém-desenvolvido perfil Grip’n’Grove oferece aos melhores jogadores do mundo uma bola que permite um voo excepcionalmente estável e perfeita aderência em todas as condições climáticas”.

Confesso que, só por esta definição, fiquei com vontade de ter uma Jabulani.

MAIS SOBRE A BOLA

‘Jabulani” é como se chama a bola da Copa, a 11ª da Adidas. O nome significa ‘celebrar’, em uma das 11 línguas da África do Sul. As 11 cores presentes na bola representam não apenas estes 11 idiomas, mas também os 11 jogadores de cada time e as 11 comunidades africanas. A explicação é do site Creativity.

Fonte: http://adamargomes.blogspot.com/

5 ideias sobre “A bola da Copa

  1. ESTÓRIAS DA BOLA
    Como fora dito anteriormente, para a Copa de 1966, a bola chamada de “Special Edition” foi produzida pela empresa inglesa Slazenger (foram feitas 300 bolas, com 24 gomos).
    A ADIDAS é uma empresa alemã que tem o nome de seu fundador, Adolf Dassler. O nome “Adidas” é uma união entre o apelido, Adi, e o sobrenome, Dassler, do fundador da empresa, “Adi” “Das”sler. A Adidas foi fundada em 1920 (em Nuremberg), e Rudolf Dassler, irmão de Adi, seu parceiro desde a década de 1920, fundou uma empresa rival, a Puma.
    A BOLA SOB A ÓTICA DA ADIDAS
    1. – 1970 – Na Copa do México, a primeira bola utilizada foi a Telstar (Estrela da TV), ainda de couro, mas com cores e desenho completamente inovadores – com hexágonos brancos e pentágonos pretos.
    2. – 1974 – Dois modelos foram utilizados na Copa da Alemanha: a Telstar, a mesma de 1970, e a Chile, que era toda branca.
    3. – 1978 – Na Argentina, a bola ganhou um novo design, mais elaborado, e foi chamada de Tango.
    4. – 1982 – A Adidas fez a Tango Espanha, e inovou com uma costura impermeável.
    5. – 1986 – No México, a bola Azteca foi a primeira feita em material sintético, totalmente impermeável – o couro fora aposentado.
    6. – 1990 – Na Copa da Itália, o modelo Estrusco foi o primeiro com impermeabilização total, graças a uma capa interna de espuma de poliuretano.
    7. – 1994 – A empresa alemã desenvolveu um novo material Questra, que era a espuma de polietileno, que tornou a bola mais rápida.
    8. – 1998 – Na França, a bola Tricolore foi revestida com uma capa de espuma sintática, que servia para aumentar sua durabilidade.
    9. – 2002 – A bola Fevernova foi o design completamente diferenciado das demais bolas dos mundiais, com mais cores, e o material, que passou a contar com três camadas de espuma sintética.
    10. – 2006 – A bola oficial da Copa de 2006 era chamada de Teamgeist (Espírito de Equipe em alemão).
    11. – 2010 – COINCIDÊNCIAS? A bola possui 11 cores diferentes, cada uma representando os dialetos e etnias diferentes da África do Sul. O nome da bola signifca “Celebrar”, em Zulu.
    Jabulani é uma palavra da língua Bantu isiZulu, um dos 11 idiomas oficiais da África do Sul. A bola da Copa 2010 tem apenas oito gomos em formato 3D. Seu design possui traços africanos, misturados numa diversificação de 11 cores – o branco predomina. As cores, de acordo com a Adidas, foram escolhidas para representar os 11 jogadores de cada seleção, os 11 idiomas oficiais da África do Sul e as 11 tribos que formam a população sul-africana.
    É a 11ª. bola fabricada pela Adidas para a 19ª. edição da Copa do Mundo de Futebol (em que ocorrerá o desempate entre a América do Sul e Europa, no número de títulos – por enquanto, o placar é de 9 x 9).

  2. Sr. Editor – É brilhante e com riqueza de detalhes o comentário do Sr. José Batista. Solicito que publique a “estória das bolas” da Adidas, de 1970 a 2010, se possível, para que meu neto tenha conhecimento aprofundado sobre o assunto da matéria. No aguardo.

  3. ERRATA: Onde se lê “URUGUAI 3 x 2 ARGENTINA”, LEIA-SE: “URUGUAI 4 (Dorado 12′, Cea 57′, Iriarte 68′ e Castro 89′) x 2 ARGENTINA (Peucelle 20′ e Stábile 37′)”, jogo este realizado no Estádio Centenário de Montividéu, em 30.06.1930. Na decisão, uruguaios e argentinos brigaram pela bola antes de o jogo começar. José Nasazzi, capitão do Uruguai, queria jogar com a bola feita em seu país. O argentino Manuel Ferreyra insistia em usar a bola trazida do outro da fronteira. O árbitro belga Jan Langenus decidiu: uma em cada tempo. Jogando com a sua bola, a Argentina terminou o 1º tempo na frente, 2×1. Mas, no 2º tempo, o Uruguai, jogando com a bola feita em casa, virou para 4×2 e foi campeão. A bola deu sorte !!!

  4. Essa “briga” é simplesmente comercial – os jogadores da ADIDAS (patrocinadora oficial da Copa)não reclamam dela, o que é feito pela PATRULHA DA NIKE, via CBF.
    Basta lembrar que só a partir de 1970, a Copa passou a ter um fabricante exclusivo de bolas. Antes (de 1930 a 1966), cada país jogava com a sua própria bola.
    O episódio da final de 1930 – URUGUAI 3 x 2 ARGENTINA, prova que bola não ganha jogo, mas a DESCULPA ajuda a perdê-lo…
    Se o Brasil perder a Copa 2010, A CULPADA SERÁ A BOLA DA ADIDAS – então, que joguem sem ela, como faz o DUNGA em treinamentos!!!

  5. So faltava essa jogadores com salarios exorbitantes, que não tem do que reclamar, agora resolveram reclamar da bola. Se jogam na quinta feira e tem que jogar no domingo eles se sentem cansados, comem do bom e do melhor, ficam em hoteis super confortaveis, viajam so de avião, tem medicos, fisioterapeutas, nutricionistas, psicologos, enfim uma infinidde de profissionais para cuidar deles nos minimos detalhes, como não tem mais do que reclamar e para colocar a culpa quando perdem, agora resolveram reclamar da bola, so faltava essa mesmo!

Os comentários estão fechados.