Morreu Nenenzão, o zagueiro raçudo do Mamoré

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Faleceu em Patos de Minas e foi sepultado neste sábado (8out16) o conhecido NENENZÃO, do Mamoré. Tive a oportunidade de vê-lo atuar, pelo Mamoré, pelo Tupi e em 1987, quando eu escrevia para um jornal em Patos de Minas, pude entrevistá-lo para tomar conhecimento de alguns detalhes de sua carreira como jogador de futebol, um zagueirão de marcação forte, de muita raça, que não afinava prá ninguém.

ANTENOR VITALINO DE OLIVIERA (NENENZÃO) – ganhou esse apelido do treinador Pepedro, quando iniciava sua carreira na equipe infantil da URT. No juvenil foi dirigido pelo técnico Messias Feliciano Ferreira. Quando Pepedro se transferiu para o Tupi, Nenenzão foi defender a equipe rubra, ao lado de Zé Borges (o Cascudinho), Clóvis e outros.

A sua estreia foi em Carmo do Paranaíba, enfrentando forte rivalidade, mas se saindo bem, trazendo uma vitória de 2×1. Teve uma ótima passagem no Tupi, onde ficou até 1965, quando surgiu a oportunidade de atuar como profissional na URT, com Carrocha, Carrochinha, Adamastor e Alírio.

Uma contusão no joelho o deixou afastado das canchas por uma longa temporada. Nenenzão se machucou numa bola dividida com o avante Perigo, do Independente de Uberaba. Não quis operar o joelho e por isso sua recuperação foi lenta. Ao voltar às atividades, havia perdido a condição de titular.

Por empréstimo, Nenem passou a defender o Tupi, que disputava a primeira divisão de Minas Gerais, correspondente ao Módulo II de hoje. Teve uma passagem ainda pelo São Vicente, onde disputou pelo alvinegro o primeiro torneio Tubal Vilela. Teve a infelicidade de fraturar a perna direita.

Nenenzão chegou ao MAMORÉ em 1968. Foi campeão em várias oportunidadees. Participou de uma das mais famosas defesas di time alviverde, formada por Marrão, Paulinho, Geracino, Nenenzão e Finesse. Permaneceu como titular do Mamoré até em 1983, quando passou a integrar a equipe de veteranos, participando do Torneio da categoria promovido pela Secretaria de Esportes da Prefeitura e Liga Patense de Desportos.

Na entrevista que fiz com Nenenzão em 1987, ele falou sobre a postura de um zagueiro. Para ele um bom zagueiro “não deve jogar bonitinho, tem que jogar feio, tirando prá qualquer lado e não se importando com que os outros poderiam comentar. Em nunca fui de jogar bonito. Sou considerado um jogador bravo, violento. Confesso que não sou santinho, mas não me considero desleal. Eu jogo duro, botando prá fora a vontade de ganhar”, disse ele.

Além da contusão do joelho lá no início da carreira, Nenen teve fraturas nas duas pernas, a direita jogando pelo São Vicente e a esquerda, nos Veteranos do Mamoré.

Em sua entrevista em 1987, respondendo à pergunta sobre quem ele admirava como jogador de futebol na sua época em Patos de Minas, Nenenzão citou Edvard do Mamoré e Natal (o Natalzinho camisa 10) da URT.

ANTENOR VITALINO DE OLIVIERA – o Nenenzão era o jogador da raça, que colocava o coração na ponta da chuteira e defendia com amor a sua equipe. Era o símbolo da vontade, jogando de maneira simples, como era a sua própria maneira de ser.

Foto

Na foto dessa matéria, Nenenzão aparece ao lado da modelo fotográfica Taís Santana. Ambos foram homenageados no dia 19 de março de 2013, antes de uma partida entre Mamoré e Democrata de Sete Lagoas, que empataram em 0x0, numa partida do campeonato mineiro do módulo II.

Por: Adamar Gomes
Foto: AG esporte

Uma ideia sobre “Morreu Nenenzão, o zagueiro raçudo do Mamoré

  1. Conheci esse Senhor no Regional onde estava internado junto com meu pai Guarino Sinfronio, apesar de sua saúde debilitada , me chamou muita atenção pelo seu bom humor, esperança e paciência.
    Deus conforte seus familiares . VÁ encontrar com Deus, Sr Antenor !!! . BEM AVENTURADOS OS MANSOS DE CORAÇÃO, POIS VERÃO A DEUS. .

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