URT, décima colocada no Módulo II, vai encarar neste domingo o Ipatinga, líder da competição com 36 pontos, em 17 jogos, com o índice estupendo de 70,5% de aproveitamento e uma sequência de cinco jogos sem perder. A última derrota do time do Vale do Aço foi o inusitado 4×0 para o Funorte em Montes Claros, num dia de pouquíssima inspiração da equipe de Marcelo Oliveira. O empate contra a Caldense, naqueles 3×3, disse bem o poder de reação deste time que, sem dúvida, é um dos candidatos ao retorno à divisão principal do futebol mineiro. E, na última rodada, quando a Caldense derrapou em Teófilo Otoni, a equipe do Vale do Aço fez o dever de casa contra o Itaúna e reassumiu a ponta. Agora vem aí posando de líder contra o Trovão Azul.
Time patense vem de uma lista positiva de resultados em casa, cinco jogos com vitória, numa caminhada que começou contra o América no dia 11 de março. De lá prá cá, no Mangueirão, ganhou do Valério, do Formiga (quando quebrou tabu), Democrata (no jogo de três gols em três minutos e 32 segundos, nos acréscimos) e o Funorte na última quarta-feira. Se fora de casa, o Trovão tem desafinado, a verdade é que, em seus domínios, a coisa muda de figura.
Evidente que vai pegar um time consistente, bem armado, candidato à classificação e a receita para enfrentá-lo, creio eu, não deve mudar muito em relação ao que o treinador Zezito tem colocado em prática ultimamente. Com um elenco pequeno, com problemas de contusões e cartões, tendo que contar com improvisações, o técnico da URT tem colocado na cabeça de seus jogadores a prática do futebol solidário, de ajuda mútua entre os setores. Ele tem exigido um trabalho de formiguinha de todos e tem que ser assim, para superar as deficiências latentes do time.
Todo cuidado é pouco. Se o Ipatinga briga para voltar à Primeira, o Trovão busca o seu espaço para continuar no Módulo II e afastar o mais rápido possível o perigo, que existe, do rebaixamento. Os seus mais próximos concorrentes, Ideal e Democrata, também estão com a maquininha na mão, fazendo contas, secando, fazendo figa nesta hora de a onça beber água. E este bicho é bravo!!! É tal qual o fantasma do rebaixamento.
O domingo de páscoa vai ser um domingo de expectativas, para ver qual será a nova configuração da tabela, com certeza apresentando um quadro mais nítido dos candidatos. Mais cinco jogos para cada um, 450 minutos mais os acréscimos para chegarmos ao desfecho desta que pode ser considerada, uma das competições mais difíceis, pela sequência maluca de jogos, uma maratona de quilometragem desafiadora, um exemplo vivo de falta de bom senso dos dirigentes, que deve servir de exemplo para as próximas reuniões de Conselhos Técnicos na Federação Mineira de Futebol.
Adamar Gomes









































